O ATLETA SUFOCADO


Recentemente conversei com um atleta profissional de alto rendimento e relativo sucesso na carreira. Ele tem 26 anos e, até nosso bate-papo, NUNCA HAVIA RESPIRADO!

Suas palavras após ter realizado um pequeno exercício de respiração: "Nossa, esqueci dos problemas, me senti mais tranquilo e acho que fiquei até mais concentrado".

Quando digo que ainda não havia respirado, quero dizer simplesmente que até então ele não tinha estado 'consciente' da respiração. E nesse dia, após uma única atividade de não mais que quarenta minutos ele pôde sentir uma instantânea mudança. Não foi um 'achismo'; ele realmente estava mais atento e centrado ao final do nosso encontro. 

Um fato foi observado por ele: a respiração alterou seu estado mental. A agitação inicial não estava tão presente. Havia mais clareza em seu olhar, até mesmo sua expressão facial era outra. 

E, se a respiração pode mudar o estado mental, consequentemente o estado mental interfere no movimento respiratório. Se estou calmo a respiração é uma, se estou com raiva é outra, se estou excitado é ainda diferente. Posso notar isso com clareza observando minhas próprias reações diante de tais circunstâncias.

O atleta que domina algumas técnicas de respiração, que compreende como esse mecanismo funciona, adquire um poder gigantesco.

É uma 'varinha mágica', que pode ser usada a seu favor quando está jogando ou competindo.

Em questão de segundos ele pode sair de um momento de tensão, dúvida, falta de confiança e retornar ao ponto de equilíbrio. 

Imaginemos a seguinte situação: uma partida de futebol. Falta frontal. O cobrador tem alto índice de acertos em treinos. Mas, momentos antes da falta ele recebera um cartão amarelo do árbitro e aquilo o enfureceu, deixou-lhe tenso, irritado, raivoso. Seu sangue fervia por dentro. Se ele bater a falta assim, o risco de erro é grande. A tensão fatalmente afetará a execução do movimento de cobrança. 

Mas esse atleta conhece o poder da respiração consciente. Enquanto a barreira se posicionava ele teve tempo para usar sua ‘varinha mágica’. Mesmo sem que ninguém percebesse ele conseguiu tranquilizar-se; concentrou-se, voltou ao centro de equilíbrio. Cobrou a falta e: bingo! No alvo. 

Esse é apenas um, dentre os inúmeros aspectos em que a respiração pode auxiliar na prática esportiva. Fisicamente ela também contribui para aumentar a oxigenação celular e, consequentemente, a disposição física e a capacidade atlética. A respiração pode encher imensamente o corpo de energia vital; mais energia, mais vitalidade, melhor desempenho. 

Atletas e clubes da NBA, ginastas chineses medalhistas olímpicos e muitos outros tem usado métodos deste tipo e os resultados são impressionantes. E é apenas o começo!

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