depoimento: meditação e vegetarianismo!

Qual a relação entre meditação e vegetarianismo? Ser ou não vegetariano pode influenciar de alguma maneira o meditar? É necessário deixar de comer carne e seus derivados?

Essas questões tem se apresentado ultimamente, dado o crescente número de grupos, espaços holísticos, escolas de yoga e outros centros como os budistas, onde os frequentadores são geralmente adeptos do vegetarianismo ou veganismo.

Eu quero tranquilizar você. Yoga e budismo, exemplos usados acima, são apenas duas possibilidades de meditação. Existem centenas de outras. Isso mesmo, centenas!

Primeiro de tudo, é necessário dizer que existem muitas formas de meditar, diversos métodos diferentes. E todos esses métodos são, em verdade, instrumentos preparatórios. São exercícios! É claro, eles possuem uma utilidade, servem a determinado propósito; preparam o ‘terreno’, para a meditação.

A meditação não é a técnica, portanto. Ela é uma possibilidade que ‘pode’ acontecer a você através da técnica. Mas isso não é uma regra. Talvez ocorra, talvez não. Trata-se de uma experiência totalmente individual. Obviamente, como d

isse o Satyaprem em uma entrevista, “o método vai proporcionar a possibilidade que você entre em meditação”.

Volto ao tema central.

Se você se interessa pela meditação por que quer mais saúde, mais felicidade, mais plenitude ou bem aventurança, ou mesmo uma completude maior, uma paz interior, e pretende valer-se de práticas meditativas para tanto, é um fato que o consumo de carnes e derivados certamente pode interferir no processo.

O aprofundamento em meditação poderá lhe tornar mais consciente, mais atento. Se você se entregar realmente, da meditação poderá resultar mais alegria, amorosidade, compassividade; você ficará mais pacífico e sensível. Se todas essas hipóteses ocorrerem, o consumo de carnes de outro animal resultará complicadíssimo. Essa é minha experiência pessoal, que eu compartilho com você. Deixar de comer carne tem sido para mim um resultado natural da meditação; sem qualquer ideologia.

Após uma meditação profunda deixei de ser carnívoro; simplesmente aconteceu a mim. Eu percebi o absurdo que é colaborar com a matança indiscriminada de animais para o consumo humano. Dor, angústia e sofrimento sem nenhuma justificativa, exceto o interesse econômico das grandes corporações. Notei que é simplesmente mais inteligente preferir os vegetais. Ora, eles são abundantes no Brasil, mais baratos e mais saudáveis que a carne. Não carnívoros vivem mais, são mais saudáveis e menos propensos a doenças. É uma escolha lógica ou não?

A meditação também tem me ajudado a perceber o ocorre em meu corpo. Os processos não apenas físicos, mas também energéticos. Nesse ponto, observando-me, eu encontrei outro problema. Como posso me alimentar de um tecido morto, em decomposição, extremamente ácido? Se estou atento, posso perceber que minha vibração cai totalmente. Eu já fiz o experimento, acredite!

A meditação te puxa pra cima, eleva sua frequência vibracional; é científico. E a carne morta te puxa pra baixo. Como você vai suportar isso? Para onde você quer ir?

O suíno que você comeu no almoço estava em um estado de consciência. Você consome essa vibração. É a consciência de um porco que você quer para si? Pois é dessa energia que você está se alimentando. A física quântica está aí para medir e comprovar.

Talvez você as vezes se sinta irritadiço. A raiva se apodera de ti. Você estoura e nem sabe por que. Talvez você se torne agressivo no trânsito em certos momentos. Não se espante se a causa disso for o tipo de alimento que você está consumindo.

Então. Posso meditar e continuar comendo carne? Sim, pode!

Mas, saiba, seu caminho será bem mais difícil. Além de todos os obstáculos que a mente humana já vai lhe oferecer, você terá que superar ainda essa densidade vibracional.

Talvez você nem precise praticar a meditação. Está tudo certo quanto a isso; essa não é uma obrigatoriedade. Mas se quiser, é melhor refletir sobre os hábitos alimentares, pois eles exercem influência direta nos seus ‘corpos’.

É um fato inquestionável que, se você quiser meditar, se quiser silenciar a mente, se quiser ficar leve, tão leve que a terra não possa puxá-lo para baixo, tão leve que você comece a se elevar, tão leve que o céu se torne disponível a você, então precisará se mover do condicionamento não-vegetariano para a liberdade do vegetarianismo. O vegetarianismo nada tem a ver com religião; ele é algo basicamente científico. O vegetarianismo simplesmente significa: não destrua a vida, a vida é Deus” (OSHO).

Reflita sobre isso. Experimente em si. Por algum tempo. Trinta dias será o suficiente. Depois me conte como está se sentindo e se algo mudou!

Gabhishak

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